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Cenas inéditas da violência policial no despejo da Aldeia Maracanã

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Na madrugada de ontem, dia 22 de março, a tropa de choque da polícia militar cercou o prédio da Aldeia Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro. O objetivo do gerenciamento Sérgio Cabral era desocupar o antigo Museu do Índio, onde viviam cerca de 50 indigenas de 20 etinias diferentes. A ação é parte do cronograma de obras de restauração do estádio Maracanã para a Copa e as Olimpíadas.

Desde a chegada da polícia o clima foi de tensão, e a todo momento flagrantes de abusos eram registrados pelas câmeras de AND. Confira agora as cenas da violência desproporcional utilizada pela PM contra os índios, seus apoiadores e centenas de manifestantes que protestavam do lado de fora da Aldeia. Bombas de gás, spray de pimenta, tiros de bala de borracha, agressões e prisões arbitrárias foram os ingredientes que marcaram mais uma ação criminosa do Estado contra os povos indígenas.

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Nova ordem de despejo faz crescer mobilização em defesa da Aldeia Maracanã

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Na tarde de ontem, dia 18 de janeiro, indígenas da Aldeia Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, receberam uma ordem de despejo estipulando um prazo de dez dias para deixarem o local. No sábado, dia 12, PMs da Tropa de Choque já haviam cercado o prédio para o cumprimento de uma ordem de reintegração de posse. Entretanto, depois de doze horas de cerco, os policiais se retiraram do local, já que requisitos básicos para ações de despejo não teriam sido cumpridos pelo Estado. Na ocasião, a equipe de AND esteve no local e conversou com o cacique da Aldeia Maracanã, Carlos Tukano.

Segundo o gerenciamento Cabral, o prédio seria um empecilho à mobilidade urbana no local, e teria que ser demolido como parte das obras de reforma do estádio Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. Em 1953, no mesmo imóvel, o antropólogo Darcy Ribeiro criou o primeiro Museu do Índio da América Latina. O espaço é Patrimônio Público Indígena desde 1865 e foi onde, em 1910, Marechal Rondon inaugurou o antigo Serviço de Proteção ao Índio, atual FUNAI. O prédio estava abandonado desde 1978, mas há sete anos, indigenas de diversas etinias ocuparam o local e criaram a Aldeia Maracanã, em defesa da preservação da cultura e da memória dos povos ancestrais. No dia em que a PM cercou a Aldeia, o antropólogo Mercio Gomes esteve no local e contou um pouco da história do prédio do antigo Museu do Índio, hoje entregue ao abandono do Estado. Mercio foi o primeiro antropólogo a conceber e escrever sobre a sobrevivência dos povos indígenas no Brasil.

Apesar de todas as ameaças, os índios da Aldeia Maracanã prometem resistir pacificamente a uma nova ação do Estado reacionário. Todos os dias, dezenas de pessoas chegam ao local para somar à luta dos indígenas. Muito bem organizado, o movimento de resistência tem o trabalho coletivo como seu principal aliado. Estudantes, trabalhadores, e muitos outros lutadores do povo encontram-se acampados no local em defesa da justa luta dos índios da Aldeia Maracanã. No dia 15 de janeiro, estudantes da UERJ participaram de um ato em defesa da Aldeia Maracanã organizado pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário.


Salve o Patrimônio Material e Imaterial da Humanidade, salve a Aldeia Maracanã

 

Esse video é uma iniciativa Popular que visa o recolhimento de assinaturas em apoio ao Centro Cultural Indigena da Aldeia Maracanã, no Antigo Museu do Indio, à Rua Mata Machado 126 – Maracanã – RJ . O motivo é: o Governo do Estado não reconhecer a posse do território, local sagrado dos povos indígenas. O Governo do RJ tem como intenção nefasta em demolir o edifício histórico. O antigo casarão reconhecido UNESCO encontra-se em total abandono pelo Governo Federal. Notícias que vêm sendo vinculadas na imprensa o Governo do Estado está em negociação com a União para a utilização desse espaço para um atalho ao estádio. SERÁ QUE ISTO É JUSTO?!!! Neste local, indígenas de várias etnias vêm difundindo sua cultura há seis anos e em escolas particulares e públicas, exercendo direito garantido pela lei. Defendemos a criação de um centro de referência da cultura indígena. Pedimos o apoio e Todos. Assine a petição pública:

http://www.avaaz.org/po/petition/Salve_o_Patrimonio_Material_e_Imaterial_da_H…

FALE MAIS ALTO – Mande emails para esses contatos:
http://www.eduardopaes.com.br/fale-conosco/
http://www.sergiocabral.com.br/contato/
http://www.fifa.com/contact/form.html

With this video we are collecting signatures in support of the preservation of Aldeia Maracanã in Rio de Janeiro, Brazil. The residents here represent various indigenous ethnicities from across the country, maintaining this sacred space as a living Indigenous Museum where we share our songs, rituals, stories, cuisine and other cultural practices with an open door policy — all are welcome to come visit us and learn more about our diverse cultures. Despite our legal entitlement to the space granted to us as an indigenous patrimony, the government is seeking to undo the existing legal protections, paving the way for the destruction of Aldeia Maracanã for World Cup related commercial development. The historic building is recognized by UNESCO but has been abandoned and allowed to fall into disrepair in order to legitimize its demolition. We are asking the government to retrofit the historic building instead, so that we may continue our important work in this space and welcome the world to Rio in 2014 and 2016 when the World Cup and Olympics will take place in the adjacent Maracanã stadium. Indigenous peoples from across Brazil are travelling to Rio to join in our struggle which is now reaching a climax with our potential eviction imminent — please support our struggle and sign our online petition:

http://www.avaaz.org/po/petition/Salve_o_Patrimonio_Material_e_Imaterial_da_H…

SPEAK UP – CONTACT:
http://www.eduardopaes.com.br/fale-conosco/
http://www.sergiocabral.com.br/contato/
http://www.fifa.com/contact/form.html

MAIS INFORMAÇÕES / MORE INFO:
http://aldeiamaracanarj.wix.com/aldeia-maracana