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JIRAU: O conflito continua

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

A greve dos trabalhadores da Usina de JIRAU, em Porto Velho, acabou no dia 2 de abril. Apesar da propaganda da volta a normalidade na usina, nossa reportagem verificou in loco que a situação não é tão pacífica quanto o monopólio dos meios de comunicação e a empresa tentam mostar. Mais de dois mil trabalhadores deixaram a obra no último mês. Muitos deles foram demitidos, mas uma grande parte não suportou as condições de trabalho na usina e decidiu voltar para casa. A situação é bastante complicada para os operários que saíram de diversas partes do país iludidos com as promessas de salário na Usina de JIRAU.

Com o fim da greve, a polícia de Rondonia empreendeu uma verdadeira caçada a um grupo de trabalhadores. Mesmo sem provas, eles foram acusados pelo ministério público de atearem fogo aos alojamentos. O incêndio ocorreu no dia dois de abril, após o fim da greve. Eles estão presos no presídio urso panda, em porto velho. Segundo o advogado dos operários eles estão sofrendo maus-tratos. Até agora não foram apresentadas provas de que os operários presos estariam implicados no ato.

A greve, que ocorre pela segunda vez, foi iniciada em março de 2011.  Os trabalhadores reivindicavam melhores condicoes de trabalho, salários e assistencia ao trabalhador. Durante a greve, vários trabalhadores se mostraram descontentes com a atuação do sindicato da categoria, o Sticcero. O sindicato pediu várias vezes ao trabalhador que atendesse ao apelo das empresas e retornasse aos trabalho.

Com o fim da greve, algumas vitórias foram conquistadas, mas ainda restam várias reivindicações, como a saída da polícia da obra e melhorias no plano de saúde. Nos últimos dias, os trabalhadores que fizeram parte da comissao de negociação estavam sendo ameçados de não poderem voltar ao trabalho. Durante a permanencia da nossa reportagem em Porto Velho, alguns elementos da CUT, a Central Única dos Trabalhadores, tentaram intimidar nossa equipe numa reuniao de negociação entre os trabalhadores e a empresa.

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