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JIRAU: Justiça e sindicato atacam trabalhadores


Por Patrick Granja / A Nova Democracia

A Justiça do Trabalho de Rondônia condenou, no último dia 03, as empresas WPG Construções e Empreendimentos Ltda e TPC Construções e Terraplanagem Ltda, e de forma subsidiária o consórcio construtor da Usina de Jirau “Energia Sustentável do Brasil”, a pagar aos trabalhadores os salários atrasados, as verbas rescisórias, assinatura da carteira de trabalho e pagamento do custeio com alojamento e três refeições diárias, durante o período que os trabalhadores estiverem aguardando o recebimento dos salários atrasados e verbas rescisórias. Além do reembolso ao Sindicato de todos os valores gastos em alojamento, alimentação e na concessão das passagens para que os trabalhadores regressassem as suas casas.

AND acompanhou de perto a luta dos trabalhadores da WPG e TPC, que foram abandonados pelas empresas e tiveram que enfrentar o peleguismo do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Rondônia (Sticcero), que insistia em fazer o papel da empresa, solicitando via ação judicial o pagamento somente dos dias trabalhados, não reconhecendo o prejuízo material sofrido pelos trabalhadores desde o desaparecimento dos responsáveis pela empresa, em novembro do ano passado.

O juiz condenou as empresas a pagar os salários atrasados até 07/11/2011, concordando, portanto com a tese do Sticcero e rejeitando a tese do Ministério Público do Trabalho, que argumentava que devido à continuidade do vínculo com a empresa, os trabalhadores deveriam receber até o dia da baixa na carteira de trabalho. Os trabalhadores concordavam com a tese do MPT, preferindo inclusive que o este o defendesse, ao invés do sindicato. Eles alegam que foram prejudicados com o resultado do processo.

Atualmente, a maioria dos trabalhadores já retornou às cidades e estados de origem. Segundo um trabalhador ouvido por nossa reportagem, eles foram contactados pelo MPT e pela Justiça Federal, que já possuem todos os dados bancários e de contatos de todos os trabalhadores. Mas ainda será necessário esperar pela manifestação das empresas e pelo cumprimento da sentença.

A desconfiança dos trabalhadores é grande, já que não podem confiar no Sindicato. Na sentença, ficou claro o conflito entre trabalhadores, MTP e Sticcero, sendo que este último chegou a acusar o MPT de colocar os trabalhadores contra o sindicato. No dia 27 de abril, logo após o fim da audiência, o sindicato cancelou o alojamento e a alimentação dos trabalhadores. O sindicato alega que a situação já foi resolvida e que os trabalhadores receberam passagens para voltar para casa. Mas uma comissão decidiu continuar em Porto Velho e seguir lutando pelo reconhecimento de todos os seus direitos.

 

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