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Líder comunitário do Complexo da Rocinha diz que UPP não mudará realidade dos moradores

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Há dez dias, policiais civis e militares ocuparam as favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu para a instalação da 19ª Unidade de Polícia Pacificadora. Dois dias após a ocupação, colaboradores de A Nova Democracia no morro do Vidigal entrevistaram o presidente da associação de moradores, Wanderley Ferreira, para lhe perguntar sua opinião sobre a recém chegada militarização. O líder comunitário disse que as obras iniciais anunciadas pelos gerenciamentos de turno são apenas obras de maquiagem. Ele afirma que essas obras estão muito distantes das reais necessidades dos moradores das três favelas ocupadas pela polícia.

Para Wanderley, o foco da militarização é proteger a estrutura da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, não melhorar efetivamente a vida dos moradores das favelas do Rio, como afirma o monopólio dos meios de comunicação. Segundo Wanderley, a especulação imobiliária inaugurada pela nova UPP já fez muitos moradores antigos da favela irem embora. De acordo com o líder comunitário, no lugar desses moradores, turistas brasileiros e estrageiros, pessoas de classe média e empresários do setor imobiliário estariam ocupando os imóveis.

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