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Apesar da violenta repressão dos Estados fascistas, protestos não cessam na Síria e no Egito

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Nos dias 28 e 29 de julho, milhares de pessoas tomaram as ruas do Cairo, capital do Egito exigindo o fim dos processos militares contra civis por conta dos protestos que derrubaram o antigo regime de Rosni Mubarak, o julgamento de lideranças do antigo regime, inclusive do ex-presidente, e a redistribuição de riquezas no país. Apesar do monopólio dos meios de comunicação ter divulgado que as manifestações foram organizadas por grupos islâmicos, 15 organizações políticas participaram dos protestos, além de milhares de egípcios de diferentes religiões. O protesto tomou a praça Tahir, que ficou conhecida depois dos violentos choque entre a massa e as tropas de repressão do velho Estado egípcio durante os protestos que derrubaram o antigo presidente. Contudo, o regime fascista segue vigorando sob os mandos do antigo ministro da defesa de Mubarak, o presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas, Mohammed Hussein Tantawi.

 Dois dias depois dos protestos, a praça seguia ocupada por manifestantes que acamparam no local. Foi quando, na tarde do dia 2 de agosto, tanques do exército egípcio atacaram a ocupação e, violentamente, expulsaram os manifestantes e destruíram a estrutura do acampamento. A ação foi motivada por um racha entre os grupos políticos combativos e os islâmicos, que decidiram deixar o local durante o Ramadã, o mês sagrado dos islâmicos.

 — Eles simplesmente expulsaram todas as pessoas. Há apenas alguns civis que se deslocam ao redor, mas o exército continua agindo para retirar qualquer um que tente voltar à praça. Eles podem fazer o que quiserem, mas vamos voltar assim que eles saírem — disse um manifestante à rede de TV árabe Al Jazeera.

 Na Síria, na tarde de ontem (1), milhares de pessoas voltaram às ruas das cidades de Hama e Al-Boukamal para exigir a saída do presidente Bashar al-Assad, mesmo com o ataque das tropas sírias que, no dia anterior, deixaram 139 mortos. Segundo informações de agências de notícias, militares dispararam a esmo contra os manifestantes até as ruas ficarem desertas. Desde o início da onda de protestos que têm agitado a Síria nos últimos dois meses, mais de 1,6 mil civis foram assassinados pelas tropas de repressão do Estado sírio. Na tarde de ontem blindados entraram na cidade de Al-Hula, onde acontecia um protesto, e foram ouvidos disparos. Quinze pessoas ficaram feridas e houve 18 detidos. Segundo os manifestantes, quatro pessoas morreram, entre elas um menino de 13 anos.

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