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Estudantes chilenos tomam as ruas de Santiago em combativos protestos em defesa da educação pública

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

No dia 14 de julho, o mundo parou para assistir a combativa manifestação organizada pelos estudantes chilenos em defesa da educação pública, em um país onde todas as escolas e universidades são privadas e o acesso à educação é cada vez mais excludente. O protesto contou com 200 mil estudantes e tomou as principais ruas do Centro de Santiago. Na tentaiva de reprimir o movimento, que se aproximavam do palácio presidencial La Moneda, a polícia atirou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra a multidão, que não se acovardou. Paus, pedras e coquetéis molotov foram jogados contra as tropas de repressão do velho Estado chileno. Próximo ao palácio, a embaixada brasileira também foi atacada pelos manifestantes. No total, 32 policiais ficaram feridos e 54 estudantes foram presos.

Na tentativa de acalmar as massas, o presidente Sebastián Piñera forjou mais um paleativo para a educação, com o anúncio oficial de uma injeção de 4 bilhões de dólares no sistema educacional privado do Chile. Dinheiro suficiente, segundo os movimentos dos estudantes, para erguer e equipar dezenas de escolas e universidade públicas. As universidades privadas foram criadas durante a ditadura de Augusto Pinochet, que diminuiu drasticamente os recursos fiscais à educação (de 7% para 2,4% do PIB no fim de seu regime) Mas as massas não se deixaram levar por mais esse golpe sujo do recém-empossado gerenciamento Piñera e retomaram as ruas.

No dia 22 de julho, estudantes do Instituto Nacional — uma das mais tradicionais escolas do Chile — e da Universidade do Chile montaram barricadas na esquina da Alameda com a rua Arturo Prat, no Centro de Santiago, e enfrentaram a polícia. Uma semana depois, no dia 28, a Alameda estava mais uma vez tomada por estudantes, todos encapuzados. Eles atearam fogo a um carro de polícia e bloquearam a rua com pneus em chamas. Onze estudantes foram presos.

No dia 29, a primeira reunião de Piñeda com lideranças estudantis terminou em novo confronto. Segundo informações de agências de notícias chilenas, Piñeda se nega a estatizar as escolas de nível médio, como exigem os estudantes. O protesto terminou com 28 estudantes presos e 16 policiais feridos.

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