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Trabalhadores da indústria Johnson Control enfrentam a polícia

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Em maio último, operários da fábrica de autopeças mexicana Johnson Control, na cidade de Puebla, entraram em greve insatisfeitos com as condições de trabalho e salários e com a inoperância do sindicato que supostamente representava a categoria. Segundo os operários, o sindicato permitiu centenas de demissões, para a fixação de um acordo dos patrões com a empresa terceirizada Onedigit, acordo esse que segundo os trabalhadores, não alterou em nada a longa e cansativa jornada de trabalho das 800 pessoas que operam a Johnson Control. Ainda segundo os operários, a Confederação dos Sindicatos Organizações (COS), não se pronunciou quanto aos vários casos de assédio sexual de supervisores da linha de produção contra operárias, que representam 70% do efetivo da indústria.

Revoltados, os trabalhadores pediram o apoio do modesto Sindicato Nacional de Mineiros e Metal (SNTMMS), que começou a afrontar os patrões e estimular os operários a cruzar os braços, diferente da postura do sindicato patronal COS.

Na noite do dia 16 de agosto, os trabalhadores Candido Corona e Virgílio Berruecos Melendez Montiel, dois dos mais combativos operários da fábrica e líderes do novo movimento operário que surge na Johnson Control, foram presos por seguranças da empresa e soltos somente às 12h do dia seguinte, um deles com o rosto desfigurado pelas torturas. Segundo eles, um grupo de cerca de 60 seguranças os cercou dentro da fábrica, prendeu-os e espancou-os durante toda a noite.

Horas depois que os trabalhadores foram soltos, mais de 500 operários se reuniram na porta da fábrica para protestar. A estrada Puebla-Orizaba, uma das maiores do estado de Puebla, foi bloqueada por barricadas montadas pelos manifestantes. A polícia chegou atirando bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha nos trabalhadores que responderam atirando pedras contras as tropas da repressão. Os operários disseram que vão continuar rejeitando as orientações do sindicato patronal, exigindo melhores salários e condições de trabalho e já preparam uma greve para o início de setembro.

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