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Na Irlanda, trabalhadores vão às ruas e se negam a pagar a conta da crise imperialista

Não é só na Grécia as medidas de austeridade dos gerenciamentos de turno têm revoltado o povo. Na Irlanda, os planos fiscais incluem o corte de benefícios do setor público, pensões, congelamento de salários dos setores público e privado e ataque às leis trabalhistas e, assim como em Atenas, as massas se levantaram em combativos protestos em repúdio a mais esse ataque aos direitos do povo orquestrado pelo imperialismo.

No dia 19 de maio, um protesto às portas do parlamento irlandês, conhecido como Dali, transformou as ruas de Dublin em um campo de guerra entre o povo enfurecido e a repressão policial. Carros foram queimados e utilizados como barricada pelos manifestantes, que responderam às bombas da repressão com paus, pedras e coquetéis molotov.

No dia seguinte, as manchetes de vários jornais locais, criminalizavam o movimento, esbravejando que “protestos violentos não são uma característica do povo irlandês, que levanta sua bandeira nas ruas e depois vai para casa beber sua cerveja sem fazer baderna” [Jornal IrishCentral de 20 de maio]. Mas a decadência do imperialismo e a contínua degradação da condição de vida das massas têm feito isso mudar. Verdade seja dita, a economia da Irlanda vai de mal a pior e já atingiu um déficit orçamentário de 14,3% da renda nacional — quase cinco vezes o limite da união Européia — índice pior que o da Grécia.

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