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Rebeliões populares

Combativo protesto percorre as ruas do Rio de Janeiro no Dia Internacional de luta da Mulher Proletária

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

No último dia 8 de março, centenas de mulheres camponesas, operárias, estudantes e lutadoras do povo caminharam pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro em uma combativa manifestação no Dia Internacional da Mulher Proletária. Organizado pelo Movimento Feminino Popular, o ato teve como sua principal bandeira a punição para os torturadores do regime militar. Cerca de 400 pessoas participaram da manifestação, que saiu do Campo de Santana e terminou em frente ao Clube Militar. No local, inúmeras intervenções denunciaram os crimes do regime militar e lembraram a importância do Dia Internacional da Mulher Proletária. No final do ato, o Clube Militar foi alvo de várias garrafas com tinta vermelha. Cor do sangue de milhares de heróis do povo brasileiro, derramado durante vinte anos nos sombrios porões do regime militar fascista.

 


Pinheirinho resiste bravamente a criminoso despejo em São José dos Campos, SP

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Há cerca de duas semanas, aproximadamente 10 mil trabalhadores pobres que ocupam desde 2004 um terreno na cidade de São José dos Campos, São Paulo, preparam-se para resistir à ação de reintegração de posse anunciada pelo gerenciamento Alckmin. O terreno pertence à massa falida da empresa Selecta S/A, que deve cerca de 10 milhões à prefeitura de São José dos Campos. Durante essas duas semanas, moradores da ocupação, conhecida como Pinheirinho, ergueram barricadas, improvisaram armas e escudos e prometeram enfrentar a polícia caso o despejo forçado fosse, de fato, levado a cabo.

No início da manhã de hoje, dia 22 de janeiro, mais de 2 mil policiais e guardas civis metropolitanos chegaram ao local com um aparato de guerra. O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, chegou a dizer à TV Vanguarda que a reintegração de posse seria pacífica. No entanto, inúmeras videos foram postados por moradores na internet denunciando os abusos cometidos pela polícia e pela GCM contra os trabalhadores.

Há vários feridos e pessoas detidas. Informações dos moradores da ocupação falam em mortos e pessoas desaparecidas. A Guarda Municipal usou balas letais contra a população. O advogado do movimento, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, e o presidente do Sindicato dos Condutores, José Carlos, foram feridos com tiros de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Até crianças feridas foram atendidas em Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Os fornecimentos de água, energia elétrica e telefone foram cortados na região.

A população de bairros vizinhos está revoltada com a ação da polícia realizada durante todo o dia. Nos bairros Residencial União e Campo dos Alemães, a população se rebelou atirando pedras contra os soldados. Tentaram derrubar as tendas armadas para colocar os moradores do Pinheirinho. Chegaram a derrubar as grades do Centro Poliesportivo do Campo dos Alemães, local para onde estão sendo levados os moradores para fazer a triagem. (Informações da Rede Contra a Violência)

Os moradores do Pinheirinho resistiram bravamente, como disseram que fariam. Pedras e paus foram usados pelos manifestantes contra a tropa de choque, que respondeu com tiros de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Segundo informações dos moradores do Pinheirinho, um homem teria ficado gravemente ferido depois de ser atingido por um tiro de munição real disparado pela GCM. Inúmeros carros foram incendiados pela massa em fúria. Entre eles estava a Unidade Móvel de Jornalismo da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo. A resitência foi uma importante lição de bravura aos trabalhadores em luta por todo o Brasil.


Novo protesto contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Na última quarta-feira, dia 18 de janeiro, mais uma vez, estudantes e trabalhadores fizeram uma manifestação no Centro do Rio de Janeiro contra o aumento no preço das tarifas de ônibus. O protesto partiu da igreja da Candelária e seguiu até a Central do Brasil, onde manifestantes pularam as roletas dos ônibus e abriram as portas de trás dos coletivos, liberando o acesso à população. O preço da passagem de ônibus foi reajustado pelo gerenciamneto Cabral no dia 1º de janeiro e passou de R$ 2,50 para R$ 2,75, revoltando milhões de trabalhadores que dependem do transporte. Durante a manifestação de ontem, nossa reportagem conversou com vários trabalhadores que não pouparam críticas ao reajuste da tarifa, o segundo em apenas um ano.

Segundo os manifestantes, todas as quartas-feiras, às 18h haverá protestos partindo da Cadelária e terminando com o famoso pulão na Cenral do Brasil. Os atos irão acontecer até que o reajuste no preço das passagens seja revogado.


Protesto percorre as ruas do Centro do Rio contra o aumento no preço das passagens de ônibus

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Na última sexta-feira, dia 13 de janeiro, centenas de trabalhadores e estudantes percorreram as ruas do Centro do Rio de Janeiro em um vigoroso protesto contra o recente aumentos no preço das passagens de ônibus. A tarifa foi reajustada no dia 1º de janeiro e passou de R$ 2,50 para R$ 2,75, revoltando milhões de trabalhadores que dependem do transporte. O protesto começou no final da tarde e terminou na Central do Brasil, onde manifestantes pularam as catracas dos ônibus e liberaram o acesso aos trabalhadores que aguardavam condução. Um novo protesto está marcado para a próxima quarta-feira (dia 18), às 18h, em frente à Igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro. Segundo um dos manifestantes, os protestos vão continuar até que o preço das passagens de ônibus seja reduzido.


Camponeses da China se levantam contra o Estado capitalista chinês

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Há vários meses, camponeses da China se levantam em sucessivos protestos, enfrentando dura repressão. Essas imagens foram feitas por cinegrafistas amadores e romperam a censura imposta pelo Estado, sendo transmitidas em todo o mundo. Uma liderança camponesa foi assassinada pelas forças de repressão na província de Guangdong, sul do país, o que provocou uma grande revolta popular. Centenas de camponeses marcharam pelas ruas contra a política antipovo do Estado, que tem confiscado terras comunais e expulsado milhares de famílias que as cultivam há décadas. No vilarejo de Wukan, camponeses tomaram as ruas contra os despejos forçados. Agentes de repressão do Estado capitalista chinês cercaram o local e estão impedindo jornalistas de trabalhar. Os camponeses dizem que estão preparados para resistir caso a polícia invada o vilarejo.


Estudantes da UERJ fazem ato de repúdio ao reitor Vieira Alves em evento de sua campanha à reeleição

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Na noite de ontem, dia 17 de outubro, o candidato à reeleição ao cargo de reitor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Vieira Alves, esteve no curso de pedagogia para um debate com alunos, professores e funcionários. Logo que chegou ao 12º andar do Campus João Lyra Filho, o reitor se deparou com dezenas de estudantes dos cursos de pedagogia e história revoltados com a presença do candidato. Os estudantes do Centro Acadêmico de Pedagogia Paulo Freire acusam o reitor de ser conivente com o corte de 60 milhões nas verbas da universidade, levado a cabo pelo seu aliado, o governador Sérgio Cabral. Além disso, eles apontam a gestão Vieira Alves como inimiga dos estudantes e protagonista de um processo acelerado de privatização e sucateamento da UERJ. Somado a isso, o reitor teria inaugurado, às vésperas da eleição, um restaurante universitário com capacidade reduzida e preços acima da média dos bandejões de outras universidades. Ainda segundo os estudantes, o projeto teria sido implementado em parceiria com o banco Santander. Em 2008, logo no ínicio da atual gestão, estudantes chegaram a ocupar por quase um mês a reitoria da universidade.

Na noite de ontem, Vieira Alves acabou dicursando apenas para professores e funcionários. Estudantes foram barrados por seus aliados e seguranças da universidade, que temiam as manifestações contra o reitor. Os poucos estudantes que conseguiram entrar na sala para ouví-lo, tiveram que sair do local. A decisão foi dos assessores de Vieria Alves que organizaram o debate. Na saída do reitor, mais vaias e palavras de ordem repudiando sua presença no espaço do curso de pedagogia, que junto com Serviço Social, concentra o maior número de estudantes pobres da universidade.


Seguranças atacam estudantes em protesto durante inauguração do bandejão da UERJ

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Na manhã de ontem, dia 12 de setembro, estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro fizeram um protesto durante a inauguração do restaurante universitário do campus. Segundo os estudantes, o governador Sérgio Cabral, que estaria presente, cancelou sua participação por medo dos protestos. Os manifestantes contestavam o preço caríssimo das refeições, que irão custar 3 reais. Em outras universidades federais do Rio de Janeiro, como a Rural e a Universidade Federal Fluminense, o preço das refeições não ultrapassa o valor de 1 real e cinquenta centavos.

Durante o protesto, realizado no espaço conhecido como prédio do estudante, manifestantes tentaram negociar sua participação na inauguração do restaurante e foram respondidos com violência pela segurança da universidade. O ataque teve início, quando o funcionário responsável pela segurança tentou impedir o cartunista Latuff de filmá-lo enquanto discutia com uma representante dos estudantes.


Moradores do Morro do Turano se rebelam contra a UPP

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

O Morro do Turano, na zona norte do Rio de Janeiro, foi a 12ª favela da cidade a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora. Exatamente um ano após o início da militarização, a realidade dos habitantes do Turano é bem diferente do que divulga o monopólio dos meios de comunicação. A revolta dos moradores com os abusos cometidos todos os dias por PMs da UPP teve seu estopim no dia 14 agosto, durante uma comemoração do dia dos pais na quadra poliesportiva da Arraia, no alto da favela. Na ocasião, policiais tentaram interromper o evento a força. Revoltados, cerca de 100 moradores iniciaram um combativo confronto com os PMs, que terminou com 13 moradores presos e quatro feridos. Nossa reportagem foi ao local saber o que, de fato, aconteceu naquela noite de domingo.

Um dos moradores que testemunharam o confronto, o comerciante André dos Santos diz que, há tempos, é perseguido por PMs por não aceitar os desmandos da UPP na favela. Ele ainda nos contou o que realmente aconteceu na quadra da Arraia, que fica a poucos metros de seu estabelecimento.


Apesar da violenta repressão dos Estados fascistas, protestos não cessam na Síria e no Egito

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Nos dias 28 e 29 de julho, milhares de pessoas tomaram as ruas do Cairo, capital do Egito exigindo o fim dos processos militares contra civis por conta dos protestos que derrubaram o antigo regime de Rosni Mubarak, o julgamento de lideranças do antigo regime, inclusive do ex-presidente, e a redistribuição de riquezas no país. Apesar do monopólio dos meios de comunicação ter divulgado que as manifestações foram organizadas por grupos islâmicos, 15 organizações políticas participaram dos protestos, além de milhares de egípcios de diferentes religiões. O protesto tomou a praça Tahir, que ficou conhecida depois dos violentos choque entre a massa e as tropas de repressão do velho Estado egípcio durante os protestos que derrubaram o antigo presidente. Contudo, o regime fascista segue vigorando sob os mandos do antigo ministro da defesa de Mubarak, o presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas, Mohammed Hussein Tantawi.

 Dois dias depois dos protestos, a praça seguia ocupada por manifestantes que acamparam no local. Foi quando, na tarde do dia 2 de agosto, tanques do exército egípcio atacaram a ocupação e, violentamente, expulsaram os manifestantes e destruíram a estrutura do acampamento. A ação foi motivada por um racha entre os grupos políticos combativos e os islâmicos, que decidiram deixar o local durante o Ramadã, o mês sagrado dos islâmicos.

 — Eles simplesmente expulsaram todas as pessoas. Há apenas alguns civis que se deslocam ao redor, mas o exército continua agindo para retirar qualquer um que tente voltar à praça. Eles podem fazer o que quiserem, mas vamos voltar assim que eles saírem — disse um manifestante à rede de TV árabe Al Jazeera.

 Na Síria, na tarde de ontem (1), milhares de pessoas voltaram às ruas das cidades de Hama e Al-Boukamal para exigir a saída do presidente Bashar al-Assad, mesmo com o ataque das tropas sírias que, no dia anterior, deixaram 139 mortos. Segundo informações de agências de notícias, militares dispararam a esmo contra os manifestantes até as ruas ficarem desertas. Desde o início da onda de protestos que têm agitado a Síria nos últimos dois meses, mais de 1,6 mil civis foram assassinados pelas tropas de repressão do Estado sírio. Na tarde de ontem blindados entraram na cidade de Al-Hula, onde acontecia um protesto, e foram ouvidos disparos. Quinze pessoas ficaram feridas e houve 18 detidos. Segundo os manifestantes, quatro pessoas morreram, entre elas um menino de 13 anos.


Estudantes chilenos tomam as ruas de Santiago em combativos protestos em defesa da educação pública

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

No dia 14 de julho, o mundo parou para assistir a combativa manifestação organizada pelos estudantes chilenos em defesa da educação pública, em um país onde todas as escolas e universidades são privadas e o acesso à educação é cada vez mais excludente. O protesto contou com 200 mil estudantes e tomou as principais ruas do Centro de Santiago. Na tentaiva de reprimir o movimento, que se aproximavam do palácio presidencial La Moneda, a polícia atirou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra a multidão, que não se acovardou. Paus, pedras e coquetéis molotov foram jogados contra as tropas de repressão do velho Estado chileno. Próximo ao palácio, a embaixada brasileira também foi atacada pelos manifestantes. No total, 32 policiais ficaram feridos e 54 estudantes foram presos.

Na tentativa de acalmar as massas, o presidente Sebastián Piñera forjou mais um paleativo para a educação, com o anúncio oficial de uma injeção de 4 bilhões de dólares no sistema educacional privado do Chile. Dinheiro suficiente, segundo os movimentos dos estudantes, para erguer e equipar dezenas de escolas e universidade públicas. As universidades privadas foram criadas durante a ditadura de Augusto Pinochet, que diminuiu drasticamente os recursos fiscais à educação (de 7% para 2,4% do PIB no fim de seu regime) Mas as massas não se deixaram levar por mais esse golpe sujo do recém-empossado gerenciamento Piñera e retomaram as ruas.

No dia 22 de julho, estudantes do Instituto Nacional — uma das mais tradicionais escolas do Chile — e da Universidade do Chile montaram barricadas na esquina da Alameda com a rua Arturo Prat, no Centro de Santiago, e enfrentaram a polícia. Uma semana depois, no dia 28, a Alameda estava mais uma vez tomada por estudantes, todos encapuzados. Eles atearam fogo a um carro de polícia e bloquearam a rua com pneus em chamas. Onze estudantes foram presos.

No dia 29, a primeira reunião de Piñeda com lideranças estudantis terminou em novo confronto. Segundo informações de agências de notícias chilenas, Piñeda se nega a estatizar as escolas de nível médio, como exigem os estudantes. O protesto terminou com 28 estudantes presos e 16 policiais feridos.


Moradores de favela paulista enfrentam a polícia em combativos protestos

Por Patrick Granja / A Nova Democracia
 
No dia 24 último, um incêndio na favela Real Parque, na zona Sul de São Paulo, destruiu 320 moradias e deixou cerca de 800 pessoas desabrigadas. Na tarde de ontem, moradores da favela Real Parque reuniram-se com representantes da Secretaria Municipal de Habitação e exigiram a realocação das famílias desabrigadas em unidades habitacionais que estão sendo construídas na região. Diante da indiferença da Sehab ao longo de horas de discussão, moradores se revoltaram e bloquearam a Avenida Marginal Pinheiros nos dois sentidos. Os manifestantes ergueram barricadas com pneus e entulho e enfrentaram a tropa de choque da PM de Alberto Goldman — que era vice de José Serra, atual candidato à gerência do velho Estado. Durante mais de uma hora de confronto, a polícia atirou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os moradores, que responderam com pedras e coquetéis molotov.
 
 Não é a primeira vez que os arbítrios dos gerenciamentos de turno em São Paulo revoltam as cerca de 1,2 mil pessoas que vivem na favela Real Parque. Em dezembro de 2007, policiais da Força Tática da PM foram à favela para cumprir um mandado de reintegração de posse. Na ocasião, centenas de famílias foram expulsas de suas casas, mas muitas pessoas resistiram à ação. A polícia, então, atirou bombas e balas de borracha contra os moradores ferindo mulheres, crianças e idosos. À época, o caso foi denunciado pelo advogado Danilo Chammas, da Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos.

Expansão de assentamentos israelenses revolta palestinos em Silwan

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Centenas de palestinos que habitam a cidade de Silwan, em Jerusalém Ocidental, entraram em confronto com Polícia de Fronteira Israelense na noite do dia 26 de agosto. Segundo informações, alguns colonos tentaram derrubar a porta de uma mesquita na tentativa de invadi-la na calada da noite. O barulho chamou a atenção dos palestinos que dormiam no local. Eles gritaram pedindo ajuda e rapidamente as ruas de Silwan foram tomadas por jovens árabes com os rostos cobertos, em um confronto de três horas com as tropas sionistas.

Os conflitos em Silwan não são de agora e a tentativa de invasão à mesquita por colonos israelenses não foi a única motivação dos jovens palestinos para o combativo protesto que tomou as ruas de Jerusalém Ocidental. Desde que o Estado sionista anunciou a demolição de 88 casas de palestinos no bairro de Bustan, vizinho à Silwan, a maioria árabe que vive na região começou a deflagrar consecutivas manifestações, a maioria delas duramente reprimida pelas tropas do exército fascista de Israel. No local, onde vivem dezenas de famílias, o Estado sionista pretende construir um parque turístico.

No protesto desta quinta-feira, quatro carros e duas motos foram incendiadas pelos manifestantes, que enfrentaram a polícia por horas, atirando pedras e coquetéis molotov contra a repressão. Um colono israelense de 22 anos foi o único ferido. Ele foi atingido por uma pedrada. Dentre os jovens palestinos, ninguém foi preso ou ferido.


Povo paraense se levanta em combativos protestos contra o Estado reacionário

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Desde o início de agosto que o povo de Belém do Pará não dá descanso para a polícia de Ana Júlia Carepa, do PT, declarada inimiga do povo e responsável por inúmeros ataques aos movimentos populares no estado, em especial ao movimento camponês, em episódios lamentáveis como a Operação Paz no Campo. Na capital, Belém, o tratamento dado pelo Estado reacionário às massas não é diferente. Desde o início de agosto, inúmeros protestos foram deflagrados por moradores de bairros pobres de Belém, denunciando a inoperância e a indiferença dos gerenciamentos de turno.

COHAB Eduardo Angelim

No dia 6 de agosto, moradores do conjunto habitacional Eduardo Angelim bloquearam uma das pistas da Avenida Augusto Montenegro para denunciar o precário sistema de abastecimento de água no bairro pobre de Belém. Quando o protesto foi deflagrado, moradores já estavam há dez dias sem água e relataram que os reparos feitos pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saaeb) não duram mais que dois meses.

O Saaeb vem aqui conserta e a água volta. Cerca de dois meses depois a falta de água volta, fazemos protestos e eles retornam para ajeitar. Esse círculo vicioso nunca acaba — relatou o técnico em informática Jefferson Silva, morador conjunto.

A polícia militar de Belém chegou à manifestação e tentou expulsar os moradores da Avenida Augusto Montenegro e retirar a barricada de pneus em chamas montada pelos manifestantes, dando início a um confronto que durou quase meia hora. Bombas de gás lacrimogêneo foram atiradas contra a multidão de quase 200 pessoas, ferindo mulheres e crianças.

Conjunto Satélite

Três dias depois, moradores do Conjunto Satélite, também em Belém, bloquearam a mesma avenida depois que o morador e líder comunitário Airton Pena fora baleado por pistoleiros contratados pelo dono do terreno onde está o Conjunto. O local é considerado uma invasão pelo Estado reacionário, mas moradores prometeram resistir a qualquer tentativa de reintegração de posse da reação, o que teria irritado o proprietário do terreno e suposto mandante da emboscada.

Durante o protesto, PMs atiraram balas de borracha e bombas contra os cerca de 350 manifestantes, que responderam com fogos de artifício, paus e pedras. O morador Airton Pena foi levado para o Hospital Metropolitano de Belém onde foi operado.

Pouco mais de uma semana após o protesto, no dia 18 de agosto, aconteceu o que os moradores do Conjunto Satélite temiam: bombeiros, tropa de choque da polícia e equipes da prefeitura de Belém voltaram ao local, desta vez, acompanhados de dois oficiais de justiça munidos de um mandado de reintegração de posse, para garantir a expulsão das 370 famílias que viviam no local. Com a chegada dos tratores e da polícia, moradores construíram barricadas nas entradas do Conjunto Satélite, mas não conseguiram deter os mais de 200 policiais e 300 operários deslocados para a invasão. Segundo denúncias, inclusive de um dos oficiais de justiça, os responsáveis pelos caminhões da prefeitura, que deveriam recolher os pertences dos moradores gratuitamente, estavam cobrando 70 reais por família para fazer o transporte.

Revoltados, alguns moradores queimaram suas casas, criando uma espessa nuvem de fumaça e impedindo que os demolidores continuassem o trabalho sujo ordenado por Ana Júlia Carepa, concomunada provavelmente com os donos do terreno e contratantes dos pistoleiros que tentaram assassinar o líder comunitário Airton Pena.

Vila Branca

No dia 22 de agosto, Um garoto de 17 anos foi preso arbitrariamente pela polícia acusado de participar de um roubo no bairro pobre Vila Branca. O menino foi apontado pela vítima do assalto e preso em seguida. Revoltados, os moradores bloquearam a Avenida Pedro Álvares Cabral para protestar.

Esse menino nunca fez nada contra ninguém. Ele é muito calmo. Deve ter sido confundido. Ele estuda e trabalha. O pessoal da Vila Branca se revoltou com o jeito que a Rotam abordou o garoto. Gritando, xingando, batendo nele — disse a moradora Jacira Barbosa, de 59 anos.

Mesmo após o protesto, a polícia e a secretaria de segurança do Pará não reviram a prisão do menino e não pretendem fazer nenhum tipo de investigação para saber se ele realmente participou do suposto assalto. Enquanto isso o jovem de 17 anos permanece na unidade do Espaço Recomeço (Erec), em Belém, onde segundo a assessoria de imprensa da polícia militar, ele permanecerá por, pelo menos, 45 dias.

Trabalhadores da indústria Johnson Control enfrentam a polícia

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Em maio último, operários da fábrica de autopeças mexicana Johnson Control, na cidade de Puebla, entraram em greve insatisfeitos com as condições de trabalho e salários e com a inoperância do sindicato que supostamente representava a categoria. Segundo os operários, o sindicato permitiu centenas de demissões, para a fixação de um acordo dos patrões com a empresa terceirizada Onedigit, acordo esse que segundo os trabalhadores, não alterou em nada a longa e cansativa jornada de trabalho das 800 pessoas que operam a Johnson Control. Ainda segundo os operários, a Confederação dos Sindicatos Organizações (COS), não se pronunciou quanto aos vários casos de assédio sexual de supervisores da linha de produção contra operárias, que representam 70% do efetivo da indústria.

Revoltados, os trabalhadores pediram o apoio do modesto Sindicato Nacional de Mineiros e Metal (SNTMMS), que começou a afrontar os patrões e estimular os operários a cruzar os braços, diferente da postura do sindicato patronal COS.

Na noite do dia 16 de agosto, os trabalhadores Candido Corona e Virgílio Berruecos Melendez Montiel, dois dos mais combativos operários da fábrica e líderes do novo movimento operário que surge na Johnson Control, foram presos por seguranças da empresa e soltos somente às 12h do dia seguinte, um deles com o rosto desfigurado pelas torturas. Segundo eles, um grupo de cerca de 60 seguranças os cercou dentro da fábrica, prendeu-os e espancou-os durante toda a noite.

Horas depois que os trabalhadores foram soltos, mais de 500 operários se reuniram na porta da fábrica para protestar. A estrada Puebla-Orizaba, uma das maiores do estado de Puebla, foi bloqueada por barricadas montadas pelos manifestantes. A polícia chegou atirando bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha nos trabalhadores que responderam atirando pedras contras as tropas da repressão. Os operários disseram que vão continuar rejeitando as orientações do sindicato patronal, exigindo melhores salários e condições de trabalho e já preparam uma greve para o início de setembro.


Usineiros paquistaneses atacam fábricas e enfrentam a polícia em Faisalabad

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Cerca de 20 pessoas ficaram feridas ontem durante protestos em mais de 30 regiões do Paquistão durante uma greve de operários de usinas de energia por melhores salários e condições de trabalho. Os gerenciamentos de turno de Faisalabad — onde o movimento começou no dia 20 de julho — há cerca de duas semanas, haviam baixado um decreto proibindo qualquer tipo de manifestação, o que não surtiu o efeito desejado pelos reacionários de plantão.

A marcha dos trabalhadores em Faisalabad transcorria calmamente, até que tiros foram disparados da zona industrial de Sadhar Jhang Road quando os operários passaram pelo local para convocar seus colegas para a manifestação. Quatro operários ficaram feridos, enfurecendo a multidão, que destruiu a fábrica de tecelagem Frazal. Rapidamente a notícia dos trabalhadores feridos chegou aos outros locais de manifestação fazendo com que os operários atacassem outras duas fábricas em Ghulam Muhammadabad na área de Faizabad.

O protesto continuou crescendo durante a tarde, fazendo com que as polícias dos distritos de Rawalpindi, Lahore, Multan, Toba Tek Singh, Jhang Sheikhpura fossem deslocadas para o local para auxiliar os policiais de Faisalabad, que estavam encurralados pelos operários.


Greve geral e combativos protestos encurralam Estado fascista no Panamá

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Depois que o gerenciamento fascista de Ricardo Martinelli aprovou a lei n° 30, os trabalhadores panamenhos se rebelaram, cruzando os braços e enfrentando as tropas de repressão do Estado. A lei flexibiliza os direitos trabalhistas, as restrições para exploração do solo e das florestas pelo imperialismo, assim como modifica o código penal, criminalizando greves e manifestações e criando obstáculos às investigações dos crimes da polícia, em suma, o texto abre as portas do país para o imperialismo, com baixos salários, frivolidade dos direitos dos trabalhadores, carta branca para a polícia assassina e aval do Estado para a pilhagem dos recursos naturais do país.

Mas para que esse golpe se concretize Martinelli ainda terá que passar por cima do rechaço popular, que levou milhares de panamenhos às ruas em combativos protestos na capital, na província de Veraguas e, principalmente, em Boca Del Toro, onde camponeses bananeiros cruzaram os braços por uma semana e sitiaram a província, expulsando a polícia e ocupando a ponte que dá acesso à região. Os trabalhadores bocatorenos enfrentaram a polícia por horas até que a tropa de choque federal, com 400 homens, chegou à província, acirrando mais ainda o confronto.

Até agora, dois homens foram mortos pelas tropas da reação — entre eles o líder sindical Antônio Soares, 30, funcionário da Bocas Fruit Company — e centenas de pessoas ficaram feridas. A covardia da polícia fez com que professores de escolas e universidades do Panamá cruzassem os braços em apoio aos bananeiros, dando início a uma greve geral no país. Apesar de o monopólio dos meios de comunicação insistir em noticiar o fim da greve, as organizações mais combativas afirmam que os trabalhadores ainda estão com os braços cruzados e que as notícias que contrariam essa informação são fruto da ação de oportunistas que servem ao Estado como parasitas no movimento operário.

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Protestos tomam as ruas de Toronto durante encontro da cúpula do imperialismo

Por Patrick Granja /A Nova Democracia


No último fim de semana, representantes do G20 — os 19 países do mundo, que juntamente com a União Européia, compõe o mais sólido fórum do imperialismo no mundo — se reuniram em Toronto, no Canadá, para discutir novas estratégias de dominação dos povos e opressão aos trabalhadores em todos os continentes, em especial na Europa, onde os chamados planos de austeridade estão causando cortes de salários e a demissão de milhares de trabalhadores. Pensões e aposentadorias também estão sofrendo severos cortes neste que se configura como um dos maiores golpes do imperialismo contra os trabalhadores europeus, principalmente em países como a Grécia, a Espanha e a Romênia.

O encontro do G20 levou milhares de manifestantes às ruas de Toronto. Os protestos terminaram com mais de 500 pessoas presas. Carros de polícia foram incendiados pela massa e dezenas de vitrines de bancos, de grifes e de outros centros comerciais imperialistas foram destruídas. O confronto mais violento aconteceu quando manifestantes marcharam em direção a um centro de detenção provisória que abrigou os ativistas presos durante os protestos. A polícia atacou a marcha com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha. A massa respondeu ao ataque com pedras e coquetéis molotov.

Mais de 1 bilhão de dólares foram gastos pelo primeiro-ministro canadense Stephen Harper para refinar o aparato opressivo da polícia de Toronto, que contava com 20 mil policiais nas ruas durante o encontro do G20. Mesmo assim, a estrutura não foi suficiente para conter a fúria de milhares de manifestantes de dezenas de países. Até mesmo a Universidade de Toronto foi invadida pela polícia e 70 estudantes foram presos acusados de participar das manifestações.

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